22 de janeiro , 2019

Quem viaja em busca de cenários paradisíacos costuma procurar por destinos com natureza abundante e mar de água cristalina. Sim, as ilhas e praias deste nosso mundão certamente merecem ganhar essa alcunha, porém algumas paisagens urbanas emanam uma energia tão bucólica que aos poucos alcançaram o status de paraíso na terra. Chefchaouen é um desses lugares!
A antiga comuna que ficou conhecida como “cidade azul” localiza-se no meio das montanhas do norte de Marrocos e ao contrário das metrópoles cinzentas do Brasil, tem um colorido único e superfotogênico que encanta turistas do mundo todo: as fachadas das casas, os prédios e muros que se desdobram pelas ruelas são quase todos pintados de azul turquesa.

O azul é onipresente na parte conhecida como medina, que é o centro histórico de Chefchaouen. A cidade foi fundada em 1471 e ao longo do tempo transformou-se em um tradicional refúgio para judeus que fugiam da Inquisição Espanhola. A comunidade judaica permaneceu por lá em peso até meados do século 20, quando o Estado de Israel foi fundado. Hoje em dia, a cultura predominante é a berbere-muçulmana que tem como expressão artística mais famosa as belas e coloridas tapeçarias.

 

Por que azul?

Existem algumas hipóteses para a origem da paisagem pitoresca de Chefchaouen. Pelo que parece, a comunidade judaica foi a responsável por pintar a cidade e teria escolhido o azul para evocar a ideia de paraíso e espiritualidade. Há ainda versões mais práticas da história, como a de que o turquesa ajudaria a espantar os mosquitos ou a trazer sensação de frescor em dias muito quentes. Suposições a parte, Chefchaouen é um lugar realmente especial que vale estar na sua lista de destinos para conhecer.

 

 

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