22 de março , 2021

No Dia Mundial da Água vale conhecer e se somar aos esforços para preservar um dos recursos mais importantes do mundo

 

Crédito: Pexels

 

Toda vida precisa de água. Considerado o recurso mais precioso do planeta, ela é responsável direta por sustentar todos os motores de crescimento, desde os alimentos que ingerimos, ao algodão das roupas, aos cuidados de saúde e à energia da qual consumidores e indústrias dependem todos os dias. Isso sem falar nos habitats de água doce, que abrigam uma incrível biodiversidade, incluindo 50% de todas as espécies de peixes conhecidas no mundo.

O fato de a Terra ser constantemente chamada de “Planeta Azul” faz muita gente acreditar que a água que consumimos no dia a dia é abundante, o que não é verdade. De toda a água existente no planeta, 97,4% é salgada e apenas 2,6% representa a água doce. Ainda assim, menos de 1% encontra-se disponível em lagos, reservatórios e bacias hidrográficas para atender nossas necessidades vitais. O restante está congelado, na forma de neve ou em lençóis freáticos subterrâneos.

Diante da importância desse tema, o dia 22 de março marca o Dia Mundial da Água e suscita uma série de debates e divulgação de ações sobre questões hídricas e de saneamento. Aliás, desde 2012 a crise da água está entre os cinco maiores riscos globais, segundo dados do Fórum Econômico Mundial, organização que promove o encontro de grandes líderes políticos e corporativos todo ano em Davos, na Suíça.

Sem dúvida, a água é o principal recurso afetado pelas mudanças climáticas, com repercussões diretas sobre a diminuição da qualidade de vida e o comprometimento das cidades, o que gera aumento dos índices de fome, pobreza e migrações em massa. O custo de obter água adicional também é alto e sua escassez prejudica o funcionamento de sistemas de infraestrutura e preservação natural.

Mas quais ações estão ao nosso alcance para colaborar com uma agenda inclusiva e eficaz de combate ao desperdício da água?

 

Crédito: Elianne Dipp / Pexels

 

Conscientização e produção sustentável

Apesar de todos os esforços, os comunicados sobre os riscos das mudanças climáticas no mundo ainda não são suficientemente compreendidos. O mesmo vale para a necessidade de preservarmos recursos naturais, avaliar padrões de consumo e os modelos de produção. Afinal, quase 25% da população mundial já enfrenta crises iminentes de água. Os dados foram apresentados na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em 2020.

Por isso, é papel de todos identificar e criar estratégias eficazes contra esses impactos, colaborando com a gestão ambiental e dos recursos hídricos.

 

Crédito: Felix Mittermeier / Pexels

 

Na Todeschini, por exemplo, todos os efluentes gerados na empresa (industriais, sanitários e refeitório) são tratados internamente por meio de uma estação própria, permitindo sua reutilização e eliminando qualquer risco de contaminação. Desta forma, a água pode ser aplicada na irrigação de jardins, lavagem de pátio e também nos hidrantes da Brigada de Incêndio.

Ao mesmo tempo, a produção envolve outras tecnologias limpas, para diminuir o consumo de recursos naturais e garantir o reaproveitamento de materiais que iriam para descarte como biocombustível. Este é o caso dos resíduos de madeira, provenientes da fabricação dos móveis, e que são reutilizados para gerar energia.

 

Crédito: Pexels

 

Comunidades saudáveis

Como vimos até aqui, água limpa e fresca é um ingrediente essencial para uma vida humana saudável. A própria Organização das Nações Unidas (ONU) indica que o acesso sustentável à água potável e ao saneamento leva a pessoas mais saudáveis ​​e ao crescimento econômico, o que facilita a melhoria da gestão ambiental.

Em outras palavras, comunidades saudáveis ​​ajudam a preservar um planeta saudável, e um planeta saudável é a base para comunidades saudáveis.

A própria recomendação mundial de lavar as mãos com água e sabão, para evitar o contágio da Covid-19, além de outras medidas de higiene, reforçam a importância do acesso ao saneamento básico. No Brasil, segundo indicadores da ANA – Agência Nacional de Águas, aproximadamente 97% da população tem acesso à água encanada e 63% tem cobertura de esgotamento sanitário. Ou seja, são aproximadamente 6 milhões de pessoas sem água encanada e 78 milhões de pessoas sem tratamento de esgoto.

Outro dado que preocupa, de acordo com a ONU, é que 2/3 da população mundial enfrenta escassez de água por pelo menos um mês a cada ano. Até 2030, sem ações urgentes, a entidade estima que quase metade da população mundial poderá enfrentar esse problema, além de elevar o número de animais ameaçados de extinção.

Entre os fatores que comprometem a disponibilidade de água potável estão: crescimento populacional, desmatamento, mudança do curso natural dos rios, poluição, mudanças climáticas e desperdício.

 

Crédito: Agência Nacional de Águas

 

Uso da água no Brasil

No cenário brasileiro, conforme indicadores da ANA, o aumento da população e das atividades econômicas intensivas em uso de água, estão contribuindo para o aumento do “stress hídrico” com o passar dos anos.

As demandas mais críticas estão na Região Sudeste, onde se destaca o uso da água para abastecimento humano, irrigação e uso industrial, e na Região Sul, onde há expressiva retirada de água para irrigação de grandes lavouras de arroz pelo método de inundação. Chama atenção também a situação da Região Nordeste, que apresenta demanda considerável em relação a atual disponibilidade hídrica.

 

Crédito: Andrea Piacquadio / Pexels

 

Maneiras de evitar o desperdício em casa

A ONG WWF-Brasil indica que os ambientes de água doce podem ser saudáveis ​​novamente se todos trabalharem juntos. Além de políticas públicas e das empresas adotarem práticas sustentáveis ​​de água e produção, é preciso que a população também faça a sua parte. Afinal, a gestão hídrica tem tudo a ver com hábitos diários inteligentes. Confira maneiras de colaborar:

  1. Identifique e conserte possíveis vazamentos em torneiras e vasos sanitários.
  2. Não deixe a torneira aberta ao escovar os dentes ou fazer a barba.
  3. Reduza o tempo no chuveiro.
  4. Encha a sua máquina de lavar e escolha ciclos economicamente mais curtos para usar quantidades menores de água quente.
  5. Havendo possibilidade, armazene a água da chuva em tanques ou caixas exclusivas para regar o jardim ou lavar calçadas / carros.
  6. Lave seu carro com baldes e esponjas, evitando o uso de mangueiras.
  7. Use uma cobertura de piscina para diminuir a evaporação.

 

Artigo escrito por Habitus Brasil