19 de setembro , 2019

As experiências que ocorrem simultaneamente em diferentes níveis são o ponto de partida para determinar as perspectivas para o design em 2020/2021

 

É comum adotarmos e sermos induzidos a colocar grupos da sociedade dentro de um perfil de comportamento, consumo ou estilo de decoração. Mas a nova temporada de tendências 2020/2021 promete abrir espaço para essa discussão. Sob o tema “Where I Belong” – em tradução literal, “Onde Eu Pertenço”, diferentes estúdios e agências de pesquisa e inovação apontam que é preciso estratificar a identidade de cada pessoa em diferentes camadas.

Essa figura do eu multifacetado, portanto, consiste em expressar a condição de pluralidade, não ficando vedado a apenas um estilo. É preciso compreender os diferentes atributos e características que formam a personalidade de cada pessoa, sem enquadrá-la em um único grupo distinto.

As identidades agora são formadas através de experiências que ocorrem simultaneamente, em diferentes níveis. Local, nacional e globalmente, de forma online e offline. Logo, todos os indivíduos podem ter identidades em várias camadas; e cada uma delas precisa ser inspiradora.

Mais complexa do que nunca, é essa identificação que revela algumas ideias sobre os estilos futuros de vida. Essa visão também parte de uma discussão mais ampla sobre diversidade cultural, gênero, tolerância e curiosidade.

Perspectivas para o design em 2020/2021

Ao analisar diferentes convergências (mudanças culturais, estéticas, políticas, avanço tecnológico e mentalidade pública), e entender os movimentos de design que eles originam, surgem então cinco temáticas. É o que aponta a pesquisa dos estúdios Stijlinstituut Amsterdam (Holanda), FranklinTill (Inglaterra) e SPOTT trends & business (Dinamarca).

As propostas podem parecer bonitas, exageradas e, às vezes, fora de contexto, mas elas levam em consideração o prisma da individualidade e do “eu multifacetado”. E tudo bem se você ou seu cliente se encaixar em mais de uma camada.

Tendências pessoais e autênticas

Urbano ativo | Enfrentando os desafios de um mundo acelerado, de mudança de forma e artificial, esses indivíduos procuram soluções utilitárias e adaptáveis. Para isso, valorizam o desempenho da tecnologia e fazem uso inteligente dos recursos disponíveis e renováveis. A multifuncionalidade é outra prioridade; e o bom design permanece essencial. Aproveite para descobrir a paletas de cores para o período 2020+. Clique aqui.

Máximo glamour | Para aqueles que valorizam estéticas vintage, cores gradientes e estampas maximalistas. “Mais é mais” nesse conceito, que também valoriza elementos criados digitalmente.

Espiritualidade pura | Esses indivíduos abraçam a tecnologia, mas partem em busca de um refúgio pessoal para restaurar o equilíbrio. Para tratar de um vínculo renovado com a natureza, valorizam-se matérias-primas, têxteis puros e outros elementos que apresentem traços naturais, estruturas orgânicas e irregularidades. O misticismo também se faz presente.

Patrimônio luxuoso | Para aqueles que valorizam a sensualidade e o poder da iluminação, junto com a escuridão, para promover uma nova experiência nos ambientes. Essa camada revela ainda uma admiração pelo luxo e decoração, onde é possível encontrar beleza na história e na natureza através de padrões ornamentais e superfícies atraentes.

Multi-local | Os hiper-locais adotam influências culturais globais, ajustando o olhar do mundo para as diversas identidades. O estilo indígena encontra influências globais. Esta é uma celebração do padrão artesanal e decorativo, de tribal e folclórico a geométrico e abstrato.

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