23 de novembro , 2021

Tabus relacionados à saúde fazem dos homens as principais vítimas de doenças que podem ser prevenidas com rotinas de autocuidado

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Autocuidado, bem-estar, saúde, equilíbrio entre vida pessoal e profissional… Entre tantos termos citados nos relatórios de tendências e comportamentos da sociedade, esses passam longe de ser uma prioridade para boa parcela do público masculino. É unânime, entre as mais diversas entidades médicas, o desafio de promover a conscientização dos homens sobre a necessidade de realizar exames preventivos e tomar outros cuidados integrais relacionados à saúde. Por isso, a campanha Novembro Azul vem ganhando importância nos últimos anos e merece atenção de todos.

Para efeito de comparação, a campanha Outubro Rosa, dedicada à prevenção e ao diagnóstico do câncer de mama nas mulheres, vem sendo trabalhada com sucesso desde a década de 90. 

Tabus, preconceitos e uma sociedade que por anos valorizou a ideia de que um homem forte não vai ao médico, não sente dor, não chora, colaboram para esse cenário de desatenção com a saúde. A questão é que muitas doenças não provocam nenhum tipo de sintoma na fase inicial, e por esse motivo os exames periódicos são importantes.

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Novembro Azul – saúde também é coisa de homem 

A atenção ao câncer de próstata – tumor mais frequente nos homens, excluindo-se o câncer de pele não melanoma – norteia a campanha Novembro Azul. Contudo, outras ações reforçam a importância do acompanhamento médico periódico para a prevenção de mais situações, como diabetes, doenças cardiovasculares, níveis de colesterol, além da obesidade e do tabagismo.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destaca o fato de que, a cada ano, mais de 66 mil homens desenvolvem o câncer de próstata no Brasil. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA). As entidades médicas reforçam ainda que a doença conta com perfis de evolução variáveis, podendo apresentar um crescimento lento ou rápido, de um paciente para outro, sendo o diagnóstico precoce parte fundamental para uma maior chance de cura.

Mesmo na ausência de sintomas, o exame de toque retal e de PSA podem ser realizados anualmente a partir dos 50 anos para a população em geral; devendo ser iniciado aos 45 anos para homens que façam parte do grupo de risco. 

O envelhecimento, histórico familiar, fatores hormonais e aspectos genéticos são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. Além disso, há uma probabilidade maior da doença para pessoas obesas e os afrodescendentes. Veja mais detalhes na cartilha – clique aqui – elaborada pelo INCA. 

 

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Autocuidado é muito importante 

O autoexame de testículo é muito importante para os homens, desde a puberdade, como conscientização do próprio corpo. Com ele, é possível observar eventuais mudanças no tamanho, presença de nódulos (caroços) e se há algum tipo de dor diante do toque. A Sociedade Brasileira de Urologia alerta que ignorar um desses sintomas pode trazer prejuízos para a saúde.

Embora os principais fatores de risco para o câncer de próstata sejam características que não podem ser modificadas, os especialistas ressaltam ainda que a adoção de hábitos de vida saudáveis pelos homens pode contribuir para reduzir as chances da doença, incluindo a alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos regulares. Evitar o fumo e o consumo abusivo de álcool também são práticas recomendadas.

 

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Somado às visitas periódicas ao médico e aos exames preventivos, é possível também incluir na rotina de autocuidado masculino, um tempo de lazer ao lado da família e dos amigos, uma boa leitura, a prática de algum passatempo (como cozinhar, por exemplo), entre outras atividades que contribuem com o bem-estar do corpo e da mente.

Lembre-se! A campanha Novembro Azul está aí para informar cada vez mais a população masculina, mas fazer um check-up regular é a melhor forma de prevenir doenças e evitar que sejam tratadas apenas em estágios mais avançados.