23 de dezembro , 2019

Muito mais do que “jovens conectados”. Descubra como a Geração Z está criando uma nova relação de consumo e impactando a cultura organizacional.

 

 

 

Dedicamos tempo e energia a projetar cuidadosamente os espaços de nossas casas em busca de conforto, estilo e felicidade. Então, por que um espaço de escritório deveria ser diferente? De fato, os espaços de trabalho têm um impacto essencial em nossa saúde física e mental, mas a entrada das gerações mais jovens no mercado de trabalho está impactando ainda mais a maneira como as empresas se organizam, se comunicam e conduzem negócios.

A chegada da Geração Z (nascidos entre 1994 e 2000) ao local de trabalho também traz desafios em termos de design, pois existe a necessidade de criar espaços que ajudem a capacitar e potencializar pessoas e empresas. Junto com os avanços tecnológicos, as mudanças comportamentais e geracionais continuarão sendo os maiores impulsionadores na forma como arquitetos e corporações projetam os espaços de trabalho e, naturalmente, nossos lares.

Mas porque devemos entender o impacto da Geração Z? Segundo a WGSN, no Brasil, 30 milhões de pessoas configuram a Geração Z e, no mundo, ela representa 26% da população.

Esses “jovens” nasceram junto com a popularização da internet e navegam intuitivamente nos smartphones e redes sociais. Hipercognitivos, são capazes de transitar por múltiplas realidades, anseiam por soluções tecnológicas que facilitam o dia a dia e almejam experiências radicalmente customizadas.

 

A Geração Z nos espaços de trabalho

Existem dois componentes essenciais a serem considerados ao cultivar uma estratégia de design no local de trabalho. Embora cada um funcione por si só e sirva a um propósito singular, eles exercem uma grande influência no desempenho e humor desses colaboradores.

Ambiente físico. A inclusão de diversos tipos de espaços para atender a diferentes estilos de trabalho, equilibrando áreas públicas e privadas, oportunidades para interação planejada e improvisada, e elementos que promovam o bem-estar são fatores essenciais. Embora uma organização seja composta por pessoas que trabalham em direção a um objetivo comum, o reconhecimento desses diferentes perfis justifica uma variação na maneira como projetamos um local de trabalho.

 

 

Sentido de pertencer (cultura). A paleta de cores, a luz natural generosa, móveis ergonômicos, o layout do escritório e a inclusão de espaços inovadores também afetam a maneira como a Geração Z percebe a cultura e a visão da empresa. E, claro, como desempenham suas funções. A ideia é que todos tenham um lugar seguro para se expressar e, o mais importante, sintam-se confortáveis ​​física e mentalmente. Promover um senso de propósito, identidade e orgulho compartilhados entre os funcionários é igualmente significativo.

Fazendo uma analogia com os projetos residenciais, é como entender e projetar espaços para cada membro da família; permitindo momentos de privacidade, convívio, mas que também expressem a individualidade / personalidade de cada morador.

 

 

Flexibilidade em pauta

O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é determinante para as novas gerações de trabalhadores. Os funcionários mais jovens, essencialmente nativos digitais, têm um nível de conforto e expectativa diferentes pela flexibilidade que a tecnologia agrega em suas vidas – imaginando uma experiência em que trabalho e vida acontecem juntos. Logo, a necessidade de flexibilização entre o trabalho remoto e o escritório também é um aspecto fundamental.

O próprio segmento de coworking está se adaptando, ficando ainda mais flexível. Ele está evoluindo de ambientes de trabalho compartilhados para espaços dinâmicos e integrados, que combinam habitação, local de trabalho, laboratórios de inovação, espaços de criadores (empreendedores) e comodidades. Ou seja, todo um ecossistema empreendedor sob o mesmo teto.

 

 

Ponto de convergência

Acima de tudo, a força motriz por trás da configuração do local de trabalho é como as pessoas preferem trabalhar e quais espaços fortalecem sua produtividade, e aprendizado.

Embora os espaços de jogos e relaxamento (propagados na cultura de startups) tenham importância, os ambientes de maior impacto são geralmente aqueles que simplesmente permitem que os colaboradores trabalhem confortavelmente e respondam às suas prioridades de vida profissional e pessoal.

Por isso, além de uma cultural organizacional de excelência, é preciso incentivar pesquisas destinadas a entender como as pessoas usam os espaços oferecidos, como a tecnologia afeta o local onde o trabalho ocorre e como são efetivamente atendidas as necessidades de cada indivíduo, grupos de pessoas e da própria empresa.

 

 

Mais detalhes da Geração Z

Segundo estudos da consultoria BOX 1824, não significa que a Geração Z seja mais inteligente que as anteriores, mas é fato sim que ela recebeu muitos mais estímulos que as gerações anteriores, e seu comportamento tem o potencial de influenciar grandes mudanças na sociedade como um todo.

Ainda segundo o estudo “A geração da verdade”, para esses jovens é importante quebrar estereótipos e não se rotular. Mais inclusivos, criam grupos e levantam a bandeira do diálogo; e cientes do cenário de incertezas, enxergam o presente com muito realismo.

No campo do consumo – que tem impacto direto na forma como se relacionam com marcas e priorizam suas carreiras –, três grandes premissas permeiam essa relação. 1) Ética: transparência é obrigação, não opção; 2) Acesso: possuir apenas o que é verdadeiramente necessário, já que sucesso não é a posse em si; 3) Singularidade: é poder encontrar produtos que contemplem características únicas de cada consumidor.

 

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