29 de outubro , 2021

A identificação precoce e o tratamento nas fases iniciais da doença apresentam alta incidência de cura, o que melhora a qualidade de vida e diminui a taxa de mortalidade

 

Crédito: Shutterstock

 

Outubro Rosa, campanha realizada mundialmente desde o início dos anos 90, marca o mês de conscientização sobre o câncer de mama. Mais do que alertar a sociedade sobre essa doença e fatores de risco, ele pode nos ensinar muito sobre a importância do autocuidado e do autoconhecimento. Sim, essa campanha anual é um lembrete importante para todos (homens e mulheres) cuidarem de seus corpos e saúde. 

Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama – hábitos alimentares, sedentarismo, história reprodutiva, atividades hormonais, aspectos hereditários e genéticos, bem como fatores comportamentais –, mas a verdade é que falar abertamente sobre a doença pode ajudar a esclarecer mitos e verdades. E, com isso, também diminuir o temor associado à doença.

Embora práticas como detecção precoce, melhores exames e maior conscientização tenham ajudado a diminuir os índices de mortalidade, o número de pessoas afetadas a cada ano é muito alto para ser ignorado. Segundo dados da American Cancer Society e da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, anualmente, são diagnosticados mais de 2,2 milhões de novos casos de câncer de mama em todo o mundo – 99% deles em mulheres. 

No Brasil, a estimativa do INCA – Instituto Nacional de Câncer para 2021 é de 66 mil novos diagnósticos. Vale destacar que, quando diagnosticado precocemente, os índices de cura chegam até 95%, mas o recente período de pandemia atrasou muitos diagnósticos e ações de tratamento.

 

Crédito: Freepik

 

A importância do Outubro Rosa e ações de destaque

Por isso, o compartilhamento de histórias e informações relevantes é uma das importantes ações realizadas no Outubro Rosa, e diferentes organizações, marcas e profissionais podem “abraçar” essa causa (o ano todo!). Além disso, é sempre interessante avaliar ações e serviços que possam proporcionar qualidade de vida aos pacientes em um momento sensível de suas vidas.

Na Noruega, reconhecendo o importante papel que desempenha na vida de seus pacientes, a equipe do Hospital Universitário de Oslo trabalhou com especialistas da Designit para repensar completamente o caminho do paciente, desde o clínico geral até o diagnóstico final. Usando métodos de design de serviço, eles descobriram maneiras de otimizar e trabalhar novas rotinas.

 

Crédito: Designit

 

O novo processo, que considerou a experiência do paciente ao longo de cada etapa, reduziu em até 90% o tempo de espera do encaminhamento ao diagnóstico do câncer de mama – de 12 semanas para uma média de 1 semana. Com o novo método, adotado como padrão no setor de saúde norueguês, também foram elaborados novos materiais para ajudar os pacientes a entender cada etapa de seu diagnóstico. 

Nos Estados Unidos, a startup Myya desenvolve seu negócio criando sutiãs e próteses de mama confortáveis e atraentes para mulheres que tiveram câncer de mama. Todas as compras são realizadas com a ajuda de especialistas, e a loja física é inspirada nas butiques de lingerie (hoje, a maior oferta de produtos encontra-se em lojas de suprimentos médicos ou hospitais). O objetivo da marca é dar às mulheres conforto enquanto elas lidam com o estresse e o diagnóstico da doença.

No Brasil, também é possível acompanhar o trabalho de entidades e ONGs que realizam ações de apoio, conscientização e luta pela saúde de qualidade no combate ao câncer de mama. Para isso, vale acompanhar as publicações e ações da Sociedade Brasileira de Mastologia, da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, e da Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer.

 

Crédito: California Filmes

 

Consciência e informação sobre o câncer de mama

É sempre importante lembrar que a melhor estratégia para a detecção do câncer de mama é o diagnóstico precoce, seja pelo autoexame ou pela mamografia de rastreamento. Contudo, a informação é uma etapa fundamental nessa luta e na postura com relação à forma como buscamos nos cuidar (com ou sem câncer), sendo possível se conscientizar de várias formas: conversando com médicos e especialistas, com grupos de apoio e outras mulheres que tiveram a doença, e até vendo filmes. 

Existem várias produções que abordam de forma correta e emocionante a luta e cuidados contra essa doença. Em um breve documentário da Netlfix, Cristina, de 37 anos, fala da sua batalha e incentiva as pessoas a aproveitarem o momento presente. Ao mesmo tempo, ela mostra os obstáculos que toda mulher enfrenta: a descoberta, o tratamento e a importância da família. 

Já no filme Ma Ma, a personagem Magda, interpretada por Penélope Cruz, descobre um câncer de mama e, logo depois, que está grávida. Dois grandes desafios na vida de qualquer pessoa.

Por ocasião do Outubro Rosa, o INCA também atualizou e disponibilizou uma cartilha bem educativa com foco na prevenção primária (ações para reduzir os fatores de risco) e na detecção precoce. Clique aqui para acessar e salvar um exemplar gratuito. E se você conhece outras iniciativas relevantes sobre o tema, deixe seu comentário no post.