5 de maio , 2019

A incorporação da tecnologia está ficando cada vez mais palpável para revolucionar a experiência de compra e a forma como decoramos ambientes

 

Humanizar o uso da tecnologia e desenvolver experiências inovadoras. Sem dúvida, esses são desafios presentes na estratégia de qualquer empresa que necessite criar interações com o consumidor. Mas como esse processo pode favorecer o ato de comprar e propiciar bem-estar? Gerando aproximação com o cliente, diminuindo ruídos na venda ou comunicação, facilitando o processo de tomada de decisão ou surpreendendo com apresentações multissensoriais.

Um rápido olhar para a Semana de Design de Milão, e outros importantes eventos do varejo mundial, mostra o quanto as marcas de tecnologia têm mostrado crescente interesse na aproximação com arquitetos e designers. Google, LG, Samsung, Panasonic e Sony são algumas das companhias que estão promovendo instalações e se dedicando a “dar vida à experiência sensorial de hardwares”.

Este ano, o gigante de buscas Google se uniu a cientistas da Universidade John Hopkins (EUA), para criar uma instalação que analisava como diferentes experiências estéticas podem afetar nossa biologia e o bem-estar. Em resumo, como o design nos faz sentir.

Chamado de  “Um espaço para ser”, o experimento registrava as respostas fisiológicas dos visitantes ao passar por três diferentes ambientes. Todos eram equipados com produtos da marca de design dinamarquesa Muuto, refletindo a vida cotidiana. O relatório personalizado da visita era entregue na forma de um círculo pintado em aquarelas, demonstrando os espaços onde se sentiram “mais confortáveis”, “à vontade” e “estimulados”.

“Com a neurociência você pode provar as coisas que designers e artistas sempre souberam: que a estética – que não está apenas fazendo as coisas parecerem bonitas, mas animando todos os sistemas sensoriais através do espaço, cor, textura, música e forma – afeta nosso cérebro, nossa fisiologia e nosso bem-estar”, disse Ivy.

Tecnologia a serviço da arquitetura

 

Na arquitetura, construção civil e segmento de luxo são diversos os exemplos de uso de tecnologias imersivas, como realidade virtual (VR) e aumentada (AR). Elas têm sido uma das oportunidades utilizadas por grandes marcas para essa nova abordagem de compra. Para o usuário, a vantagem está em uma experiência diferenciada, lúdica e imersiva; e para os lojistas é a oportunidade de integrar a experiência on e offline de seus negócios.

Na prática, VR e AR são ferramentas poderosas de marketing, treinamento, educação, fluxos operacionais ou venda. O que permite ainda melhorar as formas de aprendizado, entretenimento e, principalmente, engajamento.

A Todeschini, por exemplo, é um dos players que já permite aos seus clientes vivenciar uma experiência 360º na apresentação dos ambientes planejados. A ideia é que a tecnologia seja uma aliada para criar encantamento, tornando a compra inesquecível.

 

Contextualizando a tecnologia

A realidade virtual faz uso de dispositivos para imergir o cliente em um ambiente simulado, com efeitos visuais, sonoros e até táteis. Já realidade aumentada cria um mundo virtual misturado ao real, possibilitando maior interação, inclusive com objetos virtuais. Headsets e óculos especialmente projetados podem ser usados para essa imersão visual, enquanto outros dispositivos e wearables oferecem imersão tátil.

Mas engana-se quem pensa que apenas marcas podem se beneficiar da realidade virtual em suas estratégias de marketing. A cidade do Porto, em Portugal, aplicou a tecnologia para incentivar o turismo. Aplicativos para iOS e Android, combinados ao Google Cardboard, permitiam que qualquer um passeasse virtualmente por locais icônicos.

Ou, se preferir, que tal conhecer as obras mais importantes de Frida Kahlo, sem precisar viajar para a Cidade do México. Por meio do Google Arts & Culture, cada usuário pode organizar a própria visita a quatro museus, passeando pelas salas e quartos dessas instituições. Basta acessar g.co/facesoffrida ou baixar o aplicativo disponível para iOS e Android. Você também pode explorar tours de realidade virtual do MASP – Museu de Arte de São Paulo.

Segundo o IDC, esse mercado deve se expandir globalmente nos próximos anos, com previsão de superar a marca de US$ 192 bilhões em 2022. Esse montante era estimado em US$ 12 bilhões no ano passado. Prova de que as possibilidades oferecidas pelas simulações e ambientes virtuais estarão cada vez mais presentes para se destacar, engajar o público e desenvolver um sólido relacionamento com clientes.

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