13 de agosto , 2019

Do inglês tactical urbanism, o urbanismo tático promove a reapropriação do espaço urbano por seus principais usuários: as pessoas. O objetivo é trazer mudanças através de intervenções que permitem experimentar uma maior aproximação com as ruas, mostrando o impacto causado, caso a iniciativa fosse executada ali.

 

 

O movimento tem ganhado força não só no exterior, mas também em diversas cidades do Brasil, em um contexto no qual os governos enfrentam dificuldades para entregar a uma população crescente serviços urbanos básicos, como habitação e transporte de qualidade.

Pensar o urbanismo taticamente significa colocar “os pés no chão” e a mão na massa. Assim, a ideia pressupõe a participação de uma comunidade na construção das soluções pensadas. Outra característica da abordagem é o baixo custo (uso de materiais econômicos), rápida implementação e soluções temporárias. Pode ser através de um parque público, um parklet, uma pintura no chão para mudar uma rua e ter calçadas mais amplas ou melhorar a segurança de uma travessia, e muito mais.

 

 

Também chamado de “urbanismo faça-você-mesmo” e “acupuntura urbana”, a técnica motiva a repensar os hábitos por meio das trocas que esses espaços possibilitam e traz muitos benefícios, tanto para as pessoas quanto para a cidade.

Um dos exemplos mais emblemáticos é a avenida Times Square em Nova Iorque, região que começou a receber intervenções do Departamento de Trânsito e, aos poucos, se tornou um lugar mais agradável para os pedestres e ciclistas. O resultado foi tão legal para todos que em 2009 a região de Manhattan foi aberta para circulação exclusiva de pedestres e ciclistas, passando a ser um dos espaços públicos mais importantes da cidade.

 

 

Depois disso, em NY, foram construídos mais de 600km de ciclovias, implementaram o sistema de bicicletas públicas, a abertura de 60 novas praças e a criação de corredores exclusivos para ônibus, além da criação de muitas áreas verdes, a valorização de novos espaços públicos e o impulso da mobilidade sustentável, entre outros aspectos.

 

Em Providence, Rhode Island, EUA, a ideia era reduzir a velocidade dos automóveis e trazer uma maior visibilidade aos pedestres e ciclistas. Além dos desenhos de sinalização, foi montada também uma espécie de praça do pedestre, com mesas e cadeiras para as pessoas sentarem e apreciarem os entornos da cidade. Imagem: Tactile Urbanism

 

 

Quanto mais vivenciamos a cidade, nos relacionamos e nos apropriamos dos espaços públicos, maior se torna nossa percepção de problemas que podem se tornam soluções. Ocupar a rua é estimular a troca de ideias em busca de harmonia, é viver menos entre muros e paredes e vivenciar mais trocas com pessoas.

Que tal se inspirar com essas ideias, juntar uma galera e tentar fazer algo assim onde você mora?

 

 Conteúdo exclusivo FTC